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Os desafios da aprendizagem alinhados à consciência emocional e à “razão”

Como desconstruir o paradigma da competição/conflito/emoção para construir novas estruturas internas que permitam ação/lealdade/compaixão consigo e com seus ideais profissionais para que germine um princípio de sustentabilidade?

A disfunção da competitividade no mundo corporativo é absurdamente despercebida pelos líderes. Essa disfunção controla as possibilidades orgânicas e sociais de crescimento individual e em grupo. A sensação que se tem é que o tempo não evolui, não se percebe a “polícia do pensamento”, emaranhando e consequentemente inibindo o processo nutritivo do bem comum e da satisfação em aprender a diversidade. Por falta de sensibilidade de ver e ouvir diferenciadamente, como uma  “lente de zoom”, preserva-se o cultivo da ambição e da vaidade.

A “energia” emergente de identificação de processos evoluindo no contexto é função de liderança para coibir o ruim. Apossar-se da ciência e da ação, em função da promoção do bem para os aspectos evolutivo-educacionais/aprendizagem, é extremamente necessário para o avanço das funções sociais, sejam na empresa ou fora dela.

Entrar com o traquejo do pensar epistemológico e sustentável requer questionar por exemplo, qual a raiz da violência humana? Será a falta de assistência governamental, face à deficiência dos sistemas de saúde e de educação, desigualdade na distribuição de renda ou até ausência do planejamento/controle de natalidade o qual nos conduziria a um equilíbrio populacional da Terra? Temos a consciência necessária para interagirmos com esse todo e movimentarmos a nossa história e daqueles que chegam a nós com responsabilidade? Ou nossos desejos ambiciosos gerando uma demanda de consumo reprimida, até de imagem? Este outro, para o qual eu apareço, poderia te fazer vencer?  Qual a servidão está relacionada ao processo de efetiva “parceria”/ acordo, que daria segurança para simplesmente homologar exposição e gerir a vida?

Se pudéssemos escolher a forma de avaliar para respondermos tais questões, seríamos melhores como estudiosos, escolheríamos a melhor forma de pensar e consequentemente seríamos melhores nas intervenções pessoais de nossos condicionamentos.

A falsa sensação da felicidade dirige as ações, “desde os holocaustos nucleares e biológicos até ameaças mais lentas” que impedem ações simples do dia a dia, como a inconsciente renuncia de si por ideologia estabelecidas pelas crenças e dogmas socialmente existentes em nosso meio. Enquanto isso, os problemas sociais como lixo tóxico, a decadência urbana, a desertificação, a mudança de clima, enfim, esse alvoroço impactante nos tira a vida, o romance, e principalmente a incôndita identificação de nós mesmos! Pode afirmar que tudo isso está acelerando um sistema disfuncional das verdadeiras relações de sucesso, dentro e fora de casa.

Mas, devemos “esperançar”, a capacidade de mudança é excepcionalmente mais rápida e eficaz que tudo isso. Acreditar no crescimento integral pelo método participativo é sem dúvida um movimento de paz, é criar uma sinergia capaz de remodelar as “ferramentas mentais” conscientes e inconscientes, permitindo a participação de grupos afins, PORÉM, essa ideia pacificadora e simplesmente entendida, só vai estar disponível ou de acordo se observada sob a certeza daquilo que se está se propondo.

Poderíamos começar com atitudes bem particulares de informação em massa, aquilo que está disponível na rede! Daí em diante dá-se questionamentos, como percebo as coisas por minha “grande angular”? E meu “mapa mental” necessários para mensurar a real diferença? A expansão de consciência vai gerar aperfeiçoamentos comuns? Promover e modelar as percepções? E principalmente, vai promover a aprendizagem e cultura da paz?

Hazel Henderson diz:

“desenvolver uma estrutura mental para a observação de paradigmas é também uma procura espiritual. Tais exercícios mentais nos tornam profundamente cientes de nosso essência – na verdade, de nossa alma – uma vez que, quando olhamos para o nosso próprio funcionamento mental, vemos que ele emerge de nosso cérebro, mas não pode ser claramente situado em algum conjunto de neurônios”…

A pensar na engenhosidade mental e tecnológica e como a procrastinação da observação real da situação interage, e como vai emergir para a sobrevivência e para o desenvolvimento. Construir a fundamentação ética da existência para se ter o foco na construção, respeitando o processo, almejando o resultado, poderia ser uma boa indicação. Para tanto, deve-se crescer ligeiramente em estrutura moral e ética, levando em conta o grande desafio de quebrar paradigmas e crenças, sejam elas quais forem, capitalistas puramente, não importa, o comportamento unilateral tira da terra a sua energia vital, logo das pessoas capazes de transformar. Mas cabe a consciência de que não existe industrialismo sem deterioração, porém a esperança que existe uma conduta equilibrada, que permite medir, mensurar, criar métodos que expandam o crescimento sem que tudo fique danificado.

A aprendizagem alinhada à “cultura organizacional” está para a academia, que possui núcleos específicos de pesquisa e fomentação do conhecimento com disciplina, assim como está o resultado para a empresa. O que nos leva a entender a disparidade, onde a escola que pensa que ensina está condicionada a desenvolver uma crítica fundamentada no conceito puro, alicerçado na história, para promover a segurança da existência, preservação da vida e da justiça. A empresa foca no trabalho e no lucro sem planejamento.

O desenvolvimento da ciência e da espiritualidade não tem espaço para futuristas mal intencionados. A economia é uma disciplina sem função tradicional, que na verdade fundamenta políticas e “desenvolvimento” sem a perspectiva da perenidade e sim do resultado imediato.

A sustentabilidade está em primeiro lugar no entendimento de como se passa pelo  processo de transição. E nós, técnicos desenvolvedores de métodos, teremos que identificar que: 1. A ruptura deverá acontecer;  2. A bifurcação é o processo da identificação do que deve ser feito e quando; e 3. “A revolução de acontecer”.

 

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O Instituto de Sustentabilidade, Inovação e Ensino (isie) nasceu em 2008, questionador dos procedimentos de ensino e aprendizagem tradicionais. Localizado em São Paulo, Campinas, ministra cursos de pós-graduação e aperfeiçoamento, além de projetos de pesquisas e consultorias.
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